cover
Tocando Agora:

Locutor no Ar

announcer
... ... ...

Últimos Vídeos

Matheus e kauan -Todo Sol

Matheus e kauan -Todo Sol

3 anos atrás

Zé Neto e Cristiano - Cadeira Cativa

Zé Neto e Cristiano - Cadeira Cativa

3 anos atrás

Hugo e Guilherme feat. Jorge & Mateus - Meu Número

Hugo e Guilherme feat. Jorge & Mateus - Meu Número

3 anos atrás

Corretora é suspeita de dar golpe de mais de R$ 100 mil por meio de consórcios imobiliários em Goiás; vídeo

Corretora é suspeita de dar golpe de mais de R$ 100 mil em consórcios imobiliários Uma corretora de consórcios de Anápolis , na região central de Goiás, ...

Corretora é suspeita de dar golpe de mais de R$ 100 mil por meio de consórcios imobiliários em Goiás; vídeo
Corretora é suspeita de dar golpe de mais de R$ 100 mil por meio de consórcios imobiliários em Goiás; vídeo (Foto: Reprodução)

Corretora é suspeita de dar golpe de mais de R$ 100 mil em consórcios imobiliários Uma corretora de consórcios de Anápolis , na região central de Goiás, está sendo investigada pela Polícia Civil por supostamente ter dado golpes em uma goiana de Indiara, que mora em Portugal. Além dela, outras sete pessoas também teriam sido lesadas por meio de cartas de consórcios imobiliários que, segundo as vítimas, foram canceladas por falta de pagamento. Uma delas, a que levou as outras a entrarem no suposto negócio, desembolsou mais de R$ 100 mil. A principal vítima é a empreendedora Maria de Fátima Pires da Silva, goiana de 58 anos que mora há 27 anos em Portugal. Em entrevista ao g1, ela contou que conheceu a corretora, Julliana de Freitas Pinheiro, pelas redes sociais, em 2024. A moça propunha a contratação de consórcios imobiliários e, em seguida, a venda dessas cartas que daria à vítima rendimentos financeiros vantajosos. Ao pensar que estava diante de uma boa oportunidade de investimento, ela indicou o negócio para outras oito pessoas, entre parentes e amigos. Apenas uma das vítimas conseguiu recuperar todo o dinheiro que havia desembolsado. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O g1 entrou em contato com Julliana, que disse que se manifestaria apenas por meio do seu advogado. Em nota, o advogado Marcus Vinicius Holanda Serra disse que a cliente não cometeu crimes, mas houve "um desacerto comercial e problemas no casamento". "Hoje ela se encontre em estado de vulnerabilidade emocional. A família está ajudando-a a resolver essa situação também e todos estão sendo ressarcidos, assim como se comprova pela pagamentos já feitos", disse o advogado. Segundo Maria de Fátima, quatro contratos de consórcios foram feitos em seu nome: um de R$ 3 milhões; outro de R$ 1 milhão e dois de R$ 250 mil cada. Apenas as parcelas iniciais foram efetivamente pagas. Como ela não sabe lidar com internet, ela repassava os valores mensalmente para a Julliana, que dizia estar pagando as parcelas à administradora dos consórcios, mas isso não acontecia. Corretora de consórcios de Anápolis é investigada por supostamente dar golpe em clientes; à esq., falso comprovante de contemplação enviado à vítima Arquivo pessoal/ Gabrielly Santos Silva LEIA TAMBÉM VÍDEO: Família é investigada por suspeita de pirâmide financeira Homem, namorada e pai são presos suspeitos de dar golpe em 300 pessoas com pirâmide financeira de apostas esportivas Polícia investiga mulher suspeita de dar golpe em consórcio e sumir com dinheiro de vítima O prejuízo da empreendedora totalizou R$ 109, 7 mil. No entanto, como as administradoras dos consórcios reembolsaram o que havia sido pago por ela, cuja soma deu R$ 23.802, o prejuízo atual é de R$ 86.292. Esse valor abrange os contratos de Maria de Fátima e de mais três pessoas da família e se refere às transferências bancárias feitas à corretora, para a conta dela, que não foram repassadas para as administradoras. Uma das pessoas da família que foram vítimas é a filha dela, Gabrielly Santos Silva, que também mora em Portugal e tem ajudado a filha a tentar reaver todo o dinheiro perdido. Além desse valor, as outras vítimas, indicadas por Maria de Fátima para Julliana, tiveram um prejuízo total de R$ 53.800. Maria de Fátima desabafou, dizendo que só deseja que a justiça seja feita. A empreendedora diz que mais do que a perda financeira, ela se sentiu completamente enganada uma vez que a corretora havia ganhado a sua confiança. "Eu fiquei muito mal psicologicamente. Não foi pelo dinheiro. Foi pelos sonhos, as expectativa das reuniões quando eu fazia com ela, das reunião que ela fazia comigo", disse. As reuniões às quais Maria de Fátima se refere eram sempre virtuais. Segundo Gabrielly, Maria de Fátima só se encontrou uma vez com Julliana, quando ela veio ao Brasil quando a mãe dela morreu. "Até então, ela tinha marcado no escritório onde trabalhava. Mas 10 minutos antes, desmarcou. Falou que o escritório estava com reuniões e encontrou a minha mãe numa padaria", contou Gabrielly. Falsa contemplação Em 2025, Julliana disse a Maria de Fátima que ela havia sido contemplada na carta de R$ 1 milhão. Mas a convenceu de que não sacasse o dinheiro para que ele ficasse supostamente investido e rendendo mais. Nesse período, a empreendedora perdeu a mãe e, segundo ela, a corretora teria se aproveitado da sua fragilidade emocional. "Foi quando ela disse: 'Olha, podemos aplicar, tem que ficar aplicado seis meses'. Com a promessa de receber o dinheiro em janeiro de 2026, ela aguardou. Como nada aconteceu e a corretora não enviava a documentação que ela e a filha Gabrielly vinha cobrando insistentemente, elas começaram a gravar as ligações com Julliana. Em uma dessas ligações, feita por Maria de Fátima e a filha, em fevereiro deste ano, a corretora admite que não houve contemplação alguma. O comprovante, portanto, que havia sido enviado para ela, era falso (veja o vídeo no início da reportagem). "Eu não fui contemplada?" - perguntou Maria de Fátima - "Não" - respondeu a corretora, após alguns segundos em silêncio. - "E por que você me falou e mandou todos aqueles papeis?" - "Falsificação de documentação!" - disse a filha, Gabrielly. No mesmo mês em que o vídeo foi feito, Maria de Fátima registrou ocorrência na delegacia de Indiara, que investiga o caso. Julliana se dizia corretora de consórcios, mas, pelas informações das vítimas, atuava recebendo o dinheiro, mas sem quitar as parcelas, sem que as administradoras dos consórcios soubessem do esquema. Em nota enviada ao g1, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) explicou que uma resolução do Banco Central de julho de 2022 determinou que não há obrigatoriedade de certificação para profissionais que representem as administradoras, ou seja, para os corretores. "Independentemente da não obrigatoriedade da certificação, a resolução determina que o representante deve atuar por conta e sob as diretrizes da administradora de consórcio contratante, atribuindo a ela a responsabilidade pelo atendimento prestado aos consorciados por meio da pessoa jurídica contratada", esclareceu Elaine da Silva Gomes, gerente do departamento jurídico da ABAC. O g1 entrou em contato com a HS Consórcio e a Servopa, administradoras dos consórcios imobiliários contratados por Maria de Fátima por meio de Julliana, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás