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Mãe, padrasto e fazendeiro são presos após criança ser baleada na cabeça e família alegar tiro acidental em Goiás

Mãe e padrasto são presos após menino ser baleado na cabeça em Palmeiras de Goiás A mãe e o padrasto do menino de 10 anos que foi baleado na cabeça com u...

Mãe, padrasto e fazendeiro são presos após criança ser baleada na cabeça e família alegar tiro acidental em Goiás
Mãe, padrasto e fazendeiro são presos após criança ser baleada na cabeça e família alegar tiro acidental em Goiás (Foto: Reprodução)

Mãe e padrasto são presos após menino ser baleado na cabeça em Palmeiras de Goiás A mãe e o padrasto do menino de 10 anos que foi baleado na cabeça com uma arma de pressão, em Palmeiras de Goiás, no oeste do estado, foram presos nesta segunda-feira (21). Além deles, o delegado André Veloso afirmou à TV Anhanguera que o fazendeiro, que vivia com a família, também foi preso. O g1 não conseguiu localizar as defesas dos suspeitos até a última atualização desta reportagem. A versão apresentada pela mãe do menino era de que ele teria atirado acidentalmente contra a própria cabeça. Mas, segundo o investigador do caso, a criança foi atingida por três disparos, contrariando o relato. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com André, dois tiros acertaram a parte da frente da cabeça do menino, enquanto o terceiro disparo acertou a lateral e atravessou, atingindo o cérebro da vítima. Sendo essa a lesão mais grave. O delegado também afirmou que o padrasto da criança disse à polícia que estava fora de casa, visitando uma fazenda vizinha por volta do meio-dia, não tendo presenciado quando o disparo aconteceu. No entanto, após uma investigação, os policiais descobriram que ele visitou o local em um horário muito próximo do tiro. "Essa fazenda vizinha, quando ele ia lá, ele avisava antes. Ele agendava. Essa foi a primeira vez que ele foi lá sem agendar. Ele chegou lá, passaram-se 10 minutos, ele recebeu um telefonema informando do suposto acidente. No ver da Polícia Civil, isso mais parece a tentativa de criar um álibi", disse André Veloso. Sobre o dono da fazenda que morava com o casal, André destacou que ele se considerava pai afetivo do padrasto do menino. O investigador afirmou que, quando a Polícia Militar foi até a casa, ele impediu que os militares falassem com a mãe da criança, dizendo que ela estaria abalada. Segundo o delegado, as atitudes do fazendeiro ajudaram a polícia a convencer o Poder Judiciário de que ele poderia estar envolvido no crime ou tentando atrapalhar o curso das investigações. O delegado afirmou que o caso segue sendo investigado como tentativa de homicídio qualificado, estando descartada a hipótese de tiro acidental. "As ações individualizadas, temos 30 dias de prisão temporária para tentar verificar quem fez o quê", destacou. Histórico de agressões Ainda de acordo com André, vizinhos disseram à polícia que os familiares do menino tinham o costume de agredi-lo, principalmente com cintadas. "Eles se excediam nos meios de correção, principalmente com cintadas. Ficando marcas nos braços, no tronco da criança, nas pernas. Então era recorrente ele ser vítima de agressões como meio de correção", disse o delegado. Na data do disparo, eles relataram aos policiais que escutaram o menino gritar e dizer "mãe". Ao ser questionada, a mãe disse ao delegado que os gritos aconteceram após os disparos, mas os vizinhos relataram que foram até a casa no momento do tiro e viram a criança colapsada, sem condições de gritar. Criança leva tiro acidental na cabeça e carro da família capota a caminho do hospital em Palmeiras de Goiás Reprodução/TV Anhanguera 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás